Sobre o artista
Comecei a pintar em 1984, durante a faculdade de Arquitetura e Urbanismo. Desde então, a arte sempre esteve presente em minha vida. Mesmo não sendo minha ocupação principal, sempre mantive um ateliê ativo e desenvolvi meu trabalho de forma contínua.
Minha pintura se organiza como um sistema visual. Cada tela nasce como um campo em construção, onde repetição, sobreposição e variação criam relações entre formas, sinais e percursos. Não sigo uma imagem predefinida: a pintura acontece no processo.
Camadas se acumulam, gestos se repetem, caminhos surgem e se transformam. O olhar circula, retorna, se perde e se reorganiza—quase como a travessia de um mapa aberto, onde cada leitura revela novas conexões.
Apoio-me em três pilares: ritmo, harmonia e equilíbrio. O ritmo cria pulsação, a harmonia integra, e o equilíbrio sustenta a relação entre o que se expande e o que se contém. Nos trabalhos recentes, elementos reconhecíveis surgem como pontos de ancoragem dentro desse fluxo, criando pausas e organizando o espaço sem interromper sua energia.
Minha pintura é um lugar de travessia: um espaço onde matéria e percepção se encontram, e onde cada obra se constrói como experiência.